25 de fev. de 2026

VIVENDO E APRENDENDO

Às vezes é curioso observar como pessoas extremamente inteligentes podem se perder em algo tão simples: a capacidade de conviver com os outros. Há quem domine teorias complexas, cite autores brilhantes e discurse com segurança — mas tropece no básico da vida humana: empatia, simplicidade e afeto. Afinal, saber muito não significa, necessariamente, saber viver.

Smart People (Vivendo e Aprendendo) brinca exatamente com essa contradição. O filme é irônico, sensível e, ao mesmo tempo, profundamente humano. Sob a aparência de uma comédia leve, ele apresenta uma história cheia de pequenas verdades sobre orgulho, solidão e a dificuldade que muitas pessoas têm de reconhecer as próprias falhas.

No centro da narrativa está um professor brilhante, preso à própria arrogância intelectual. Um homem que analisa o mundo com facilidade, mas que não consegue enxergar as próprias limitações. Ao seu redor estão personagens que, cada um à sua maneira, refletem diferentes formas de lidar com a vida: uma filha extremamente inteligente, mas emocionalmente endurecida pela tristeza; e um irmão adotivo que, mesmo sem grandes planos ou ambições sofisticadas, carrega uma sabedoria simples que muitos intelectuais jamais alcançam.

Ele não discursa sobre teorias da felicidade. Apenas diz, com tranquilidade:

“Eu gosto da minha vida.”

E talvez essa frase seja uma das mais inteligentes de todo o filme.

Existe algo especial em certos filmes considerados “simples” ou até rotulados como produções menores. Muitas vezes são justamente eles que nos entregam as reflexões mais sinceras. Enquanto o mundo insiste em medir sucesso por status, carreira ou dinheiro, histórias como essa lembram que a felicidade costuma morar em lugares bem mais modestos.

Um abraço sincero.

Uma conversa honesta.

A coragem de pedir ajuda.

A humildade de admitir que não sabemos tudo.

Pequenos gestos que passam despercebidos em meio à pressa da vida moderna, mas que, no fundo, sustentam tudo aquilo que realmente importa.

Ao longo da história, percebemos uma verdade simples: o orgulho quase sempre perde para a humildade. O ressentimento se desfaz diante do afeto. E até mesmo as pessoas que se julgam mais brilhantes acabam descobrindo que inteligência nenhuma substitui a capacidade de amar, ouvir e se conectar com os outros.

Talvez o maior aprendizado seja justamente este:

a vida não é uma competição de quem sabe mais, mas uma experiência compartilhada de crescimento, encontros e transformações.

Porque, no final das contas, ninguém aprende a abraçar mantendo os braços cruzados.

Vivendo e Aprendendo nos lembra que permitir a entrada de outras pessoas em nossas vidas não nos enfraquece — pelo contrário, nos transforma. E, muitas vezes, são exatamente esses encontros inesperados que nos ajudam a entender quem realmente somos.

Vale assistir. Vale refletir.

E, principalmente, vale lembrar que viver bem não é impressionar o mundo — é aprender, todos os dias, a ser um pouco mais humano.

NOTA: 10.

JUST ONE PHOTO:



Ser verdadeiramente inteligente é perceber que a felicidade só se completa quando é compartilhada. ✨🎬.




Trailer do filme:

24 de nov. de 2025

SOB O EFEITO DA ÁGUA


“Eu nado, trabalho e durmo.”
É assim que Tracy define a própria vida em Little Fish (Sob o Efeito da Água).
A frase parece simples, quase banal. Mas, na verdade, revela muito mais: uma rotina construída como uma espécie de abrigo contra o passado. Tracy nada para manter a mente em silêncio, trabalha para manter os pés no chão e dorme para que o dia termine sem que as lembranças a alcancem.
À primeira vista, o filme poderia ser facilmente descrito como triste, melancólico ou até deprimente. No entanto, sua força está justamente em mostrar algo mais profundo: pessoas que precisam aprender a viver com as consequências de suas escolhas. Pessoas que erraram, que se perderam em algum momento da vida, mas que ainda tentam encontrar um caminho para não se perderem completamente.
No centro da história está uma mulher que luta silenciosamente para reconstruir a própria existência. Tracy quer vencer. Quer deixar para trás um passado marcado por drogas, decepções e erros que parecem persegui-la no cotidiano. O que torna a narrativa tão poderosa é justamente essa tentativa de recomeço — imperfeita, dolorosa, mas profundamente humana.
O filme também nos lembra de algo comum na vida de muitas pessoas: sonhos grandiosos que existiam aos vinte anos e que, ao longo do tempo, foram destruídos por decisões erradas, vícios e circunstâncias difíceis. Agora, resta apenas o esforço de seguir adiante, carregando cicatrizes invisíveis.
E é justamente nesse ponto que a atuação de Cate Blanchett se torna extraordinária. Tracy parece deslocada dentro da própria vida, como se o abandono das drogas não tivesse sido suficiente para libertá-la completamente de quem ela foi. Há nela uma dor contida, silenciosa, que raramente se manifesta em palavras — mas que está sempre presente no olhar. É um sofrimento discreto, quase invisível, mas impossível de não perceber.
Outro destaque impressionante é Hugo Weaving, conhecido por muitos como o agente Smith de Matrix. Aqui ele interpreta Lionel, um ex-grande jogador de rúgbi cuja vida foi consumida pela heroína. Sua atuação é intensa e crua, revelando um homem quebrado que ainda carrega fragmentos do que um dia foi.
Mas talvez a maior força de Sob o Efeito da Água esteja na forma como ele confronta o espectador. O filme nos obriga a refletir sobre a maneira como enxergamos o mundo e julgamos as pessoas. Muitas vezes analisamos a vida dos outros através de nossos próprios preconceitos, sem realmente conhecer as batalhas silenciosas que cada um enfrenta.
E então percebemos algo desconfortável, mas profundamente verdadeiro:
temos muito mais em comum com os outros do que gostaríamos de admitir.
Todos carregamos arrependimentos.
Todos temos escolhas que gostaríamos de refazer.
Todos tentamos, de alguma forma, continuar.
No fundo, Sob o Efeito da Água não é apenas uma história sobre vício ou redenção. É um retrato sensível sobre fragilidade humana — e sobre a difícil arte de continuar vivendo mesmo quando o passado insiste em não desaparecer.

NOTA: 10.


JUST ONE PHOTO:



Tudo o que podemos fazer para recomeçar, é aceitar as coisas como elas são, mudar a cada dia o que incomoda e dar um passo de cada vez.




Cena do filme com música "Flame Trees".

18 de ago. de 2025

PAIXÃO À FLOR DA PELE

Paixão à Flor da Pele é daqueles filmes que toda pessoa deveria assistir pelo menos uma vez na vida. Não apenas por ser bem escrito ou bem conduzido, mas porque fala de algo que todos, em algum momento, já sentiram: paixão, perda, rejeição, desejo e a difícil tentativa de esquecer alguém que ainda vive dentro de nós.

O filme trata das contradições do coração humano. Mostra pessoas que se aproximam umas das outras não apenas por amor, mas também por solidão, por carência ou pela tentativa desesperada de esquecer alguém que deixou uma marca profunda. Às vezes, usamos outras pessoas como abrigo momentâneo contra uma ausência que ainda dói — uma tentativa quase ingênua de enganar o próprio sentimento. Mas sentimentos verdadeiros raramente se deixam enganar.

Estar apaixonado, com todas as dores e riscos que isso traz, ainda é melhor do que viver anestesiado, sem sentir nada. Um vaso vazio não cumpre sua função. Ele existe para receber flores, plantas, vida. O coração humano também é assim: foi feito para guardar sentimentos. Quando esses sentimentos são bons, acabam refletindo no exterior, transformando a forma como enxergamos o mundo e as pessoas ao nosso redor.

Quem nunca sofreu por amor?

Quem nunca se viu dividido entre o presente e alguém que ficou no passado?

Quem nunca esteve ao lado de alguém, mas com o pensamento preso em outra pessoa?

O coração humano é frágil. Não precisa de violência para ser ferido. Uma palavra dura, uma mentira escondida, uma rejeição inesperada ou uma humilhação silenciosa podem ser suficientes para provocar uma dor profunda. São feridas invisíveis, mas capazes de marcar uma vida inteira.

O filme retrata com sensibilidade o amor de um homem por uma mulher e revela até onde alguém pode ir quando está verdadeiramente apaixonado. Mostra também uma verdade difícil de aceitar: nem sempre é possível mudar o destino de duas pessoas. Há encontros que parecem escritos para acontecer — e despedidas que também parecem inevitáveis.

Uma grande decepção amorosa pode deixar alguém perdido, caminhando sem rumo, vivendo com uma espécie de vazio silencioso. Amigos se afastam, a confiança se rompe e a pessoa passa a olhar para o mundo com desconfiança. Ainda assim, a vida continua.

A história emociona justamente por isso. Ela nos lembra que muitas vezes o sorriso de alguém não revela sua verdadeira condição. Há pessoas que sorriem apenas para esconder uma dor que ainda carregam dentro de si.

E então surge a pergunta que atravessa gerações:

será que o amor realmente acaba?

Talvez não.

Talvez apenas se transforme.

Talvez permaneça escondido em algum lugar da memória.

Ou talvez o amor simplesmente espere o momento certo para reaparecer.

No fim das contas, existe uma verdade simples: nós só estamos aqui porque, em algum momento da história, alguém amou. O amor é uma das forças mais silenciosas e, ao mesmo tempo, mais poderosas da existência humana.

E mesmo quando duvidamos dele, o amor — de alguma forma — continua acreditando em nós. ❤️.


NOTA: 10. 

JUST ONE PHOTO:

Tudo o que a paixão tem a oferecer, pode ser para fazer sofrer.



Trailer do filme:

27 de abr. de 2025

GAROTA FANTÁSTICA

Alguns filmes desafiam o espectador intelectualmente, exigindo atenção absoluta para que a história faça sentido. Um exemplo clássico é Memento, conhecido no Brasil como Amnésia. Seu roteiro funciona quase como um jogo com o público: ou você acompanha cada detalhe da narrativa fragmentada, ou corre o risco de sair da sessão dizendo que o filme “não faz sentido”. Na verdade, o filme testa nossa própria atenção e memória.

Mas aqui o assunto é outro. O foco é Whip It — curiosamente traduzido no Brasil como Garota Fantástica. Um filme muito diferente em proposta, mas igualmente interessante à sua maneira.

Dirigido por Drew Barrymore, que também participa do elenco, o longa revela uma direção surpreendentemente sensível e cheia de energia. A história, adaptada por Shauna Cross a partir de seu próprio livro Derby Girl, transforma uma narrativa aparentemente simples em algo genuinamente cativante.

Mais do que um filme sobre adolescentes e competições de roller derby, Whip It é, na verdade, uma história sobre identidade, liberdade e coragem para fazer escolhas próprias.

A protagonista vive cercada por expectativas impostas por outras pessoas — especialmente pela família. Como acontece com muitos jovens, ela precisa lidar com frases que tentam definir quem ela deveria ser:

“Você não nasceu para isso.”

“Eu só quero o melhor para você.”

Frases que, muitas vezes, nascem do amor, mas que acabam se tornando limites invisíveis para quem ainda está tentando descobrir quem realmente é.

O filme aborda temas extremamente humanos:

o gosto amargo de uma decepção amorosa,

as discussões desnecessárias com pessoas que amamos,

as rivalidades bobas entre amigos e adversários,

e, acima de tudo, o desejo de viver de acordo com aquilo que pulsa dentro do coração.

Há também algo muito bonito na forma como a história mostra os vínculos familiares. A mãe superprotetora, incapaz de aceitar mentiras, exagera em sua tentativa de controle. Já o pai representa outro tipo de sabedoria: a percepção de que a vida passa rápido demais para impedir um filho de ser feliz fazendo aquilo que ama.

Mesmo sendo um filme sobre juventude, seu espírito fala com qualquer idade. Ele nos lembra que a coragem de ser quem somos não deveria ser abandonada com o tempo.

E há momentos deliciosamente espontâneos, como a guerra de comida que surge no meio da narrativa, trazendo leveza e humor à história. São cenas simples, mas carregadas de uma energia que faz o espectador se sentir próximo daqueles personagens.

Whip It tem esse efeito raro: ele conquista sem precisar de grandes pretensões. É um daqueles filmes que, de maneira inesperada, conseguem tocar algo dentro de nós. Às vezes não sabemos exatamente por quê — apenas sentimos.

E quando isso acontece, certas cenas permanecem na memória. Pequenos momentos que nos fazem querer rever o filme novamente, apenas para reviver aquela sensação.

Com sensibilidade, humor e autenticidade, Drew Barrymore conseguiu criar uma história divertida, calorosa e cheia de humanidade. Um filme que fala sobre escolhas, sobre liberdade e sobre as pequenas coisas da vida que, à primeira vista, podem parecer insignificantes — mas que, quando vividas intensamente, se tornam algumas das melhores experiências que podemos ter.

No fundo, a mensagem é simples:

faça aquilo que realmente ama, não aquilo que esperam de você, não aquilo que dizem ser o caminho “certo”.

Apenas viva — com coragem suficiente para seguir o que o seu coração pede.


MINHA NOTA: 10.


JUST ONE PHOTO:




Uma pessoa valente consegue vencer obstáculos.





Trailer do filme:

8 de fev. de 2012

VENCEDORES DO OSCAR 2012

Melhor filme
O Artista
Os Descendentes
A Árvore da Vida
Histórias Cruzadas
A Invenção de Hugo Cabret
O Homem Que Mudou o Jogo
Cavalo de Guerra
Meia-Noite em Paris
Tão Perto e Tão Forte

Melhor ator
Jean Dujardin - O Artista
George Clooney - Os Descendentes
Brad Pitt - O Homem Que Mudou o Jogo
Demián Bichir - A Better Life
Gary Oldman - O Espião que Sabia Demais

Melhor atriz
Meryl Streep - A Dama de Ferro
Glenn Close - Albert Nobbs
Viola Davis - Histórias Cruzadas
Rooney Mara - Millennium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres
Michelle Williams - Sete Dias com Marilyn

Melhor ator coadjuvante
Christopher Plummer - Toda Forma de Amor
Kenneth Branagh -Sete Dias com Marilyn
Nick Nolte - Guerreiro
Max Von Sidow - Tão Perto e Tão Forte
Jonah Hill - O Homem Que Mudou o Jogo

Melhor atriz coadjuvante
Octavia Spencer - Histórias Cruzadas
Bérénice Bejo - O Artista
Jessica Chastain - Histórias Cruzadas
Janet McTeer - Albert Nobbs
Melissa McCarthy - Missão Madrinha de Casamento

Melhor diretor
Michel Hazanivicous - O Artista
Woody Allen - Meia-Noite em Paris
Terrence Malick - A Árvore da Vida
Alexander Payne - Os Descendentes
Martin Scorsese - A Invenção de Hugo Cabret

Melhor roteiro adaptado
Os Descendentes
A Invenção de Hugo Cabret
Tudo pelo Poder
O Espião que Sabia Demais
O Homem Que Mudou o Jogo

Melhor roteiro original
Meia-Noite em Paris
O Artista
Margin Call - O Dia Antes do Fim
Missão Madrinha de Casamento
A Separação

Melhor filme em lingua estrangeira
A Separação (Irã)
Bullhead (Bélgica)
Monsieur Lazhar (Canadá)
Footnote (Israel)
In Darkness (Polônia)

Melhor longa animado
Rango
Gato de Botas
Kung Fu Panda 2
Um Gato em Paris
Chico & Rita

Melhor trilha sonora original
O Artista
As Aventuras de Tintim
O Espião que Sabia Demais
A Invenção de Hugo Cabret
Cavalo de Guerra

Melhor canção original
"Man or Muppet" - Os Muppets
"Real in Rio" - Rio

Melhores efeitos visuais
A Invenção de Hugo Cabret
Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2
Gigantes de Aço
Planeta dos Macacos - A Origem
Transformers: O Lado Oculto da Lua

Melhor maquiagem
A Dama de Ferro
Albert Nobbs
Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2

Melhor fotografia
A Invenção de Hugo Cabret
Millennium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres
O Artista
A Árvore da Vida
Cavalo de Guerra

Melhor figurino
O Artista
Anônimo
A Invenção de Hugo Cabret
Jane Eyre
W.E. - O Romance do Século

Melhor direção de arte
A Invenção de Hugo Cabret
O Artista
Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2
Cavalo de Guerra

Melhor documentário
Undefeated
Hell and Back Again
If a Tree Falls
Paradise Lost 3: Purgatory
Pina

Melhor documentário de curta-metragem
Saving Face
God is the Bigger Elvis
The Barber of Birmingham: Foot Soldier of the Civil Rights Movement
Incident in New Baghdad
The Tsunami and the Cherry
Blossom

Melhor montagem
Millennium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres
Os Descendentes
O Artista
O Homem Que Mudou o Jogo
A Invenção de Hugo Cabret

Melhor curta
The Shore
Pentecost
Raju
Time Freak
Tuba Atlantic

Melhor curta animado
The Fantastic Flying Books of Mister Morris Lessmore
Dimanche
La Luna
A Morning Stroll
Wild Life

Melhor edição de som
A Invenção de Hugo Cabret
Drive
Millennium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres
Cavalo de Guerra
Transformers: O Lado Oculto da Lua

Melhor mixagem de som
A Invenção de Hugo Cabret
Millennium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres
Cavalo de Guerra
Transformers: O Lado Oculto da Lua
O Homem Que Mudou o Jogo

4 de nov. de 2011

PLANETA DOS MACACOS - A ORIGEM.

Sem dúvidas é um filme fantástico, e nos mantêm atentos a tudo o que está sendo mostrado pelos seus 105 minutos. Eu, como simples criacionista, gostei, imagina os evolucionistas! E tudo porque o protagonista do longa é um macaco inteligente e bem comportado, claro, até certo ponto. Já imaginou uma criança de cinco anos de idade com o conhecimento de um adulto de 33? É assim que vejo César no segundo ato. Diversos críticos desprezaram e falaram mal deste filme, por conter FALHAS, e por acaso somos perfeitos?!!?...risos...ficaram insatisfeitos com a encenação de "James Franco"(Will), mas não homenagearam o grande ator "John Lithgow", que faz o pai de Will, e que sempre faz atuações magníficas, desde “Síndrome de Caim” – e passagens por séries como em “Dexter,” na quarta temporada.

Planeta dos macacos a origem é para toda família, é para divertir, sentir raiva, se surpreender e aceitar o que acontece com o macaco César. Algumas pessoas poderão dizer que “o final” do filme, deixou a desejar, entretanto, temos que considerar que ele está revelando como tudo aconteceu até chegar ao verdadeiro “Planeta dos macacos”, vistos nos outros filmes da série.

A direção de "Rupert Wyatt" merece aplausos e respeito, pelo foco nos personagens, que parecem transmitir o que estão vivendo naquele momento. Como a cena em que se desenha algo com demonstração de dor da saudade que está sentindo, e que aquele singelo gesto de encostar a cabeça no desenho fosse trazer um pouco de paz interior; ou a cena da agonia do pai de Will na cama. Podemos perceber, através do olhar de César, que as coisas estão sendo mudadas em sua mente, estão sendo entendidas, e ele se vê amadurecendo com inteligência, não como um animal de estimação, dominado. E toda a ação no terceiro ato é elaborada com extrema beleza e angústia, algo majestoso e potente na história.

Geralmente, filmes de ficção científica tende a deixar algumas pessoas com a imaginação fervendo de possibilidades; será possível algo do tipo acontecer de verdade? Posso afirmar que - não e jamais - assim como o ser humano - nunca - conseguirá criar inteligência artificial. Quando comecei a assistir ao Planeta dos macacos a origem, a primeira cena que veio a minha mente foi o imperdível “Substitutos”, com Bruce Willis, onde um macaco pôde movimentar um braço mecânico através de um aparelho sobre sua cabeça, com a simples força do pensamento. E não muito diferente, os testes em animais são a salvação dos laboratórios genéticos, afinal, quem se candidataria a experimentar novos medicamentos de risco? E é claro que existe o fator ilimitado, pesquisadores extrapolam a ordem necessária e chegam a ultrapassar o que devia ser respeitado, uma vaca não produz naturalmente 5 litros de leite por dia, mas o humano com sua ganância capitalista, não faz com que ela extraia 60 litros! E esta é a verdade, pois assim como no filme, o homem sempre foi e será cruel com a vida alheia, seja da mesma espécie ou dos seres dominados. Mas para Cesar, as coisas têm outras perspectivas, para ele, em rio que tem piranha, macaco velho toma água de canudinho.

Não deixe de ver. Não deixe de se divertir. Nunca.


MINHA NOTA: 10.


JUST ONE PHOTO:




Um simples deslocamento pode mudar um comportamento para sempre.




Trailer do filme:

19 de out. de 2011

RESUMINDO GERAL : Natalie Wood

O nome verdadeiro da moça era Natasha Gurdin, ela nasceu em São Francisco na Califórnia.
Ela fez 56 filmes, era uma mulher muito bonita, observa-se pelas fotos. Recentemente assisti a um filme chamado “A corrida do século”, em que interpreta uma jornalista tentando ser a repórter numa temporada de corridas de carros, e acaba por causar algumas cenas engraçadas, por se tratar de um filme de comédia. Seu rosto meigo, sua voz delicada e seu sorriso simples cativavam facilmente.



Bela mulher

e uma

Bela atriz.




Mistério
O que talvez tenha mais chamado a atenção da vida de Natalie, não foram apenas seus inúmeros filmes e sim, o mistério de sua morte. Hoje, ela teria 73 aninhos, uma senhora e tanto. Sobre seu falecimento, conta-se a história, que, aliás, segundo as pesquisas, uma história pouco convincente até os dias de hoje. O fato é que em 1983, durante um intervalo do filme "Projeto Brainstorm", Natalie foi descansar num iate com o marido (Robert Wagner) e também com o amigo do casal Christopher Walken(aquele feioso do filme Click com Adam Sandler), então, conta-se também que todos estavam meios bêbados e o trio começou uma discussão. Robert achava que o Chris estava flertando com Natalie. A atriz, aborrecida e alcoolizada, aparentemente pegou a balsa salva-vidas do iate, tirou de seu corpo com a intenção de pernoitar em terra, mas acabou caindo no mar, e como efeito da bebida nas veias, ela não conseguiu subir de volta. Resumindo: no dia seguinte, seu corpo foi encontrado boiando perto de uma praia. A coitada morreu afogada lentamente. Que tragédia.


Este teria sido o barco em que supostamente ocorreu o incidente que levou a vida de Natalie para sempre.



Curiosidades:
Ela começou a fumar aos 16 anos e ainda fumava muito aos 43 anos, idade de sua morte.
Sua mãe Maria Gurdin morreu aos 85 anos de pneumonia.
Seu pai Nick Gurdin morreu aos 66 anos de ataque cardíaco.
Natalie tinha trauma de água escura(de mar), não sabia nadar e tinha medo de morrer afogada(predestinação?).
Ela namorou Elvis Presley, mas foi algo ráp
ido e talvez pouco romântico.













Abaixo, uma entrevista de 1974, em homenagem aos 19 anos da morte de James Dean(ele morreu em 1955, aos 24 anos num acidente de carro).
Natalie estava com 34 anos no vídeo:

14 de ago. de 2011

A INFORMANTE

Baseado em fatos reais de uma conspiração que existe envolvendo a então famosa e “inútil” ONU, que já foi tema de diversos filmes de diretores criativos que desafiam sua inquietação ao revelar para o mundo, como a sujeira pode estar escondida em organizações que apenas aparentam seriedade.

Kathy Bolkovac é policial protagonista que adora seu trabalho e até o coloca em primeiro lugar na vida depois de ter perdido a guarda da filha. Agora ela aceita a missão de ir trabalhar na Bósnia para a ONU como pacificadora num país em regime de reconstrução pós-guerra e suas regiões mais atingidas, tudo isso para tentar uma futura transferência para ficar mais próxima da filha. Mas, sendo competente em sua função ganha promoção como diretora e assim começa a investigar uma suposta violência contra mulheres e o pior, a corrupção contra jovens garotas que são vendidas no tráfico sexual do país. Com a intenção de ajudar a quem puder, acaba por descobrir que os envolvidos nesta lama de prostituição estão as pessoas que ela menos espera, desde diplomatas a diretores.

Rachel Weisz aos 41 anos é uma atriz cativante mesmo sem aparecer num filme reconhecido, mas que está sensacional como Hipátia em “Agora”, e engraçada e valente em “Vigaristas”. Rachel continua sendo uma atriz de prestígio, uma das poucas que não faz muito uso de maquiagem e mantém-se linda e brilhante, pois suas aparições são sinônimas de belas atuações, como na cena do bar em que ela tenta convencer garotas escravas a acompanhar os policiais que prometem protegê-las.

Dirigido por Larysa Kondracki que com uma competência devastadora causa repulsa e revolta aos nossos olhos pelo abuso contra jovens que são vendidas e violentadas por grupos federais, que não se importam pelo senso moral, cultural ou religioso, mas só se interessam pelo prazer sexual e ganância de dinheiro, permitindo que reflitamos como pessoas são humilhadas e mortas pela hipocrisia de muitos, enquanto assistimos a séries de TV no assento quente de nossas poltronas.

O filme causa indignação por tamanha revelação ao tema de tráfico sexual e que a ONU, mesmo sabendo de todas as provas das irregularidades se faz de inocente mantendo com imunidade federal todos os diretores e policiais daquele pobre país, e isto é apenas uma realidade que muitos não conhecem, mas que existe e infelizmente, o ser humano é o elemento mais afetado pela situação.

MINHA NOTA: 9.

JUST ONE PHOTO:


Será que um homem arriscaria sua própria vida para desmascarar autoridades corruptas? Bom, ela agiu diferente.



Trailer do filme:

3 de ago. de 2011

ENTERRADO VIVO

Filme claustrofóbico onde o personagem passa todo o longa dentro de um caixão. Não há outras cenas, apenas a pressão que o Sr. Paul Conroy (Ryan Reynolds) passa do começo ao fim do filme. E algo lógico, que final recebe alguém que está dentro de um caixão. Adivinha o quê acontece com ele?

Um filme ruim, onde há diversos absurdos de física e de ambiente. O oxigênio dura mais que uma hora dentro de um caixão? Ainda mais com outras coisas utilizando do mesmo espaço? E como uma cobra consegue se tornar uma escavadora ambulante!!!!
Bela atuação de Ryan mas, sinceramente, eu não aceitaria um papel assim.


MINHA NOTA: 2.


JUST ONE PHOTO:

Coitado do rapaz, não teve a sorte de acordar morto...rs...

24 de fev. de 2011

TROPA DE ELITE 2

“Apesar das coincidências com a realidade. Este filme é uma obra de ficção”.

São palavras iniciais do filme mais competente e eficiente que o Brasil já produziu. Com um roteiro extremamente inteligente e ousado, Bráulio Mantovani e José Padilha escrevem uma história expondo em cartas brancas uma verdade que conhecemos há décadas, a irritante revolta que a população tem de criminosos, policiais e políticos.

Coronel Nascimento continua com seu desejo de acabar com o mal nas favelas do Rio de Janeiro, porém, a vontade de manter o bem vai por água abaixo quando surge um problema ainda maior, a polícia que corrompe os habitantes com a ajuda de uma política corrupta. Uma atrás de votos, a outra atrás de uma falsa segurança para o povo em troca de pagamentos. Ao fracassar numa operação no presídio Bangu 1, Nascimento acaba ganhando pontos com a mídia, que o aplaude de pé num restaurante, mas é alvo de críticas severas de um deputado que luta por direitos humanos e que causa transtornos para a polícia, além de causar irritação para o governador do Rio por ver o coronel como um problema.

Nascimento diante de um novo cargo consegue aparelhar o BOPE de maneira mais completa e acaba de vez com o tráfico nas favelas, porém, acaba por descobrir outro grave problema, milícias dentro da polícia militar, que joga duro para arrecadar cachês e votos eleitorais. Até um apresentador com sua leve semelhança de “Datena” carioca quer usufruir do poder por ser a mente articuladora que mantém o povo com medo da criminalidade e assim, consegue tirar proveito do governador e encargos políticos.

Wagner Moura está esplêndido, com narração a altura de seu personagem, com sua bela voz pausada e séria, soltando frases de injustiça e sua vontade de derrubar canalhas. Ele volta com o personagem de maior repercussão no Brasil, com a exigência e brutalidade que seu cargo precisa, demonstrando envelhecimento e cansaço, que não gosta de agir com violência, mas sabe que se entrar na guerra tem que lutar. Um pai que batalha para ter um bom relacionamento com o filho, mas sabe dos obstáculos de há entre eles, por isso, busca no esporte com o garoto, um momento de contato íntimo para tentar aproximação e demonstrar seu amor ao filho.

O filme é um tapa na cara nas diversas áreas de comunicação e atividades corporativas. Desde o jornal que não quer publicar uma matéria sabendo que irá prejudicar o governador, até as decisões de votos em eleições, onde deixamos de ver quem são os mocinhos e bandidos no meio da política brasileira, para votar em colarinhos brancos. Afinal, votar num palhaço não é a melhor estratégia quando não se sabe escolher um candidato competente.

A direção é espetacular, até o pequeno efeito especial se encaixa criando uma obra prima a história do cinema nacional. José Padilha dirigiu com sabedoria e ação, sem deixar a peteca cair. Um filme que merece ser aplaudido de pé por tamanho respeito e preocupação em mostrar ao povo brasileiro como somos injustiçados e como podemos fazer a diferença se simplesmente votarmos com seriedade, ou caso contrário, o inimigo pode ficar maior e mais abusado. Afinal, já sabemos que ele existe, e que cresce a cada ano.


MINHA NOTA: 10.


JUST ONE PHOTO:



Uma guerra não se ganha sozinho e, herói é o soldado que não teve tempo de fugir.




Trailer do filme:

11 de fev. de 2011

SCOTT PILGRIM CONTRA O MUNDO

Aí está um filme que agrada os olhos e o coração desde os primeiros minutos até os últimos segundos de movimento. É eletrizante, engraçado e estimulante. Feito num estilo de vídeo game com suas frases sonoras sendo escorridas no alto da tela e sua atmosfera de luta anormal. O longa encanta por uma direção eficiente, maravilhosa e inovadora, por ser capaz de criar uma fotografia que jamais chega a ser banal ou infantil, mas sim deslumbrante e desafiadora.

A estrela do filme nada mais é que Michael Cera (Scott Pilgrim), que para mim, é umas das melhores revelações do cinema pós-moderno que Hollywood descobriu. Sempre com um jeitão nerd e certo nível de insegurança, mas com um brilho de adolescente por sede de vitória e leve machismo misturado com fragilidade. E é isto que ele aparente passar como Scott, um jovem com idéias claras e descontroladas, que conquista mulheres, que teme se ferir, mas também vai com cara e coragem quando precisa enfrentar seus medos, e que nos faz rir por odiar as constantes piadas relacionadas ao seu cabelo.

O longa tem um círculo de lutas e desafios com toda aparência de estarmos dentro dos quadrinhos ou num de jogo de vídeo game. Com uma estratégia forte e elegante o diretor Edgar Wright sabe conduzir o filme num show pirotécnico de luzes, explosões e lutas ensaiadas. É incrível a beleza das cenas com seus cortes rápidos e inesperados para acelerar os fatos e apresentar só o que realmente importa, uma pergunta e sua resposta, ou apenas a ação de um ator. Ver toda a preparação de Scott para um combate com cenas ligeiras e de repente, tudo se cessa para simplesmente observar Scott amarrando os sapatos. E também entender que a suposta censura de palavrões ao mostrar a tarja preta na boca de uma personagem não causa nenhum alvoroço em Scott, mas o faz agir com naturalidade por saber que é apenas raiva de um amor não correspondido.

Tudo na projeção é admirável. A cidade fria e triste, mas quente e colorida com a presença dos personagens, as bandas e suas canções populares, as imagens divididas dando o ar de gibis, que na verdade é a origem da história do filme. Os pequenos banners que surgem dando pequenos detalhes dos personagens e das situações que agem de forma apropriada e redundante para elaborar a dinâmica da história. Além claro, da belíssima atriz Mary Elizabeth Winstead (Ramona), linda e perfeita para o papel.

Enfim, é um tipo de trabalho que ao final merece aplausos e elogios por produziram um mundo de aventura e excelência por tamanha competência.


MINHA NOTA: 10.


JUST ONE PHOTO:


Está procurando encrenca? OK. Se estiver quente estou fervendo, se estiver fervendo, estou evaporando.





Trailer do filme:

3 de fev. de 2011

Cisne Negro

Cisne negro é lindo e assustador ao ponto de encantar.

Um filme para entendermos como funciona o balé por trás das cortinas, para vermos que ser frágil pode atrapalhar nossa personalidade e o mais importante, tentar ser perfeito pode causar distúrbio mental.

Natalie Portman vive uma mulher de 28 anos muito frágil e emotiva, até sua voz parece falhar por conta de seu jeito delicado, quase uma pureza sem vícios ou erros, apenas uma garota com paixão por balé.

Já de início o caprichoso roteiro nos leva a conhecer o inconsciente de Nina (Nalatie). O mundo do balé é apresentado de maneira pouca honrosa, no caso, entre as bailarinas, e também do abuso do diretor sobre pobres garotas quase ingênuas, da inveja entre amigos do ramo e os problemas em lidar com a própria sede de vencer.

O filme se movimenta através de um famoso balé russo chamado "O lago dos Cisnes", onde uma princesa é amaldiçoada e transformada em um cisne branco e somente o amor pode quebrar o feitiço, mas seu príncipe é seduzido por um cisne negro e ela se mata.

O que marca a atuação de Natalie é justamente a maneira que ela permite a perturbação da história invadir sua mente, pois ao mesmo tempo em que ela quer ser perfeita em todos os detalhes e demonstrar paixão em atuar como o cisne branco, ela não consegue passar sedução e sensualidade no papel do cisne negro irritando o diretor e causando disputa entre amigas. Nina passa a ser aterrorizada por alucinações assustadoras, o que torna o roteiro lindo e merecedor da indicação ao Oscar de melhor filme, melhor até que “A rede social”.

Natalie Portman provavelmente levará a estatueta como atriz, sua atuação é magnífica, tanto como garota vulnerável como a bailarina treinada, há cenas em que câmera percorre os pés até alcançar seu rosto, provando ser a mesma em cena.

O talentoso diretor Darren Aronofsky conduz Cisne Negro há um filme belo e doloroso, as mensagens através dos espelhos e a maneira que Nina começa a enfrentar seus problemas deixa o longa maravilhoso. As músicas tocadas apenas no piano durante os ensaios, as trilhas que nos envolve em momentos de maior êxtase e a técnica de sons nas partes em que há expressão corporal, sapatos que rangem no assoalho, corpos que se machucam. Tudo em sincronia de uma bela apresentação de balé, com um final digno de perfeição.


MINHA NOTA: 10.


JUST ONE PHOTO:


Emoções, crises, razão e liberdade. Um conjunto de palavras que auxilia no caminho.



Trailer do filme: